Menstruação também é inclusão

Se a dificuldade de aceitar o próprio ciclo é real e acontece com pessoas que possuem o acesso aos produtos de higiene, imagina para as pessoas que não possuem?

Você já imaginou como deve ser menstruar e não ter acesso a opções minimamente higiênicas para o seu período? Essa é a condição de várias pessoas em vulnerabilidade social e econômica. Não podemos pensar em menstruação sem falar da saúde pública. Para essas pessoas, a saída é o improviso. Muitas delas não têm acesso a banheiros, saneamento básico e a protetores menstruais. Os absorventes descartáveis não fazem parte da lista de itens de higiene básica. Hoje, cada pacote de absorvente tem 25% de imposto sobre o valor. Em 2016 1 milhão e 600 mil mulheres não tinham um banheiro em casa, 15 milhões não recebiam água tratada e 26,9 milhões viviam em lugares que não têm coleta de esgoto. É importante lembrar que pessoas que menstruam que se encontram em presídios brasileiros, também sofrem para ter o acesso a esses produtos, mas esse é um outro post e vamos falar com atenção.

É importante olhar para nossa saúde pública e reivindicar essa inclusão. 

Menstruar não é uma escolha, ela faz parte do nosso organismo. Então deixemos o questionamento, por que produtos para a menstruação não são distribuídos gratuitamente? Por que não fazem parte da lista de itens de higiene básica? 

Como podemos construir uma sociedade mais inclusiva e preocupada com o ciclo natural da vida dessas pessoas?

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Calcinha Menstrual

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A

Recomendado para mulheres com mais de 30 anos ou que já têm filhos.

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B

Recomendado para mulheres com menos de 30 anos ou que não têm filhos.

Eu quero