7 diferenças entre coletores menstruais e absorventes internos

Mariana Betioli, obstetriz e fundadora da Inciclo, destaca as especificidades de cada opção

Toda pessoa que menstrua – ou seja, cerca de metade da população mundial – precisa, de alguma forma, gerenciar o ciclo menstrual, o que envolve escolher o tipo mais adequado de proteção. Nem sempre é uma tarefa fácil. Uma das grandes decisões atuais se refere à escolha entre coletores menstruais e absorventes internos, também chamados de tampões. 

O absorvente interno já é um velho conhecido. Muitas pessoas o utilizam por ser discreto e fácil de usar. Porém, nos últimos anos, o mercado de higiene feminina evoluiu e esse tipo de produto ganhou um concorrente de peso: o coletor menstrual. O coletor é uma espécie de copinho, geralmente feito de silicone, desenvolvido para coletar o sangue menstrual. Assim como o absorvente interno, ele é inserido no canal vaginal. 

Apesar de ambos terem a mesma finalidade, ou seja, serem destinados ao uso durante o ciclo menstrual, eles são bem diferentes em suas propriedades. Mariana Betioli, obstetriz e fundadora da marca Inciclo, aponta as sete principais diferenças entre essas duas alternativas. Acompanhe e escolha a mais adequada para você!

Praticidade

Tanto o absorvente interno quanto o coletor menstrual são simples de usar. “Os absorventes internos possuem aquele cordãozinho parecido com um barbante; já o coletor fica inteiramente dentro do canal vaginal. As duas opções podem ser utilizadas para fazer qualquer tipo de atividade”, explica.

Custo

Vamos aos cálculos: um absorvente interno custa cerca de R$ 0,70. Estima-se que cada mulher use cerca de 25 absorventes internos por ciclo, o que dá um custo de R$ 210 por ano. O coletor, por sua vez, é reutilizável e pode durar até três anos. Seu preço pode até assustar um pouco à primeira vista, já que gira em torno de 77 reais, mas se você fizer a conta, seu uso gera uma economia maior. “Usando o coletor menstrual, a economia é de 133 reais logo no primeiro ano, já que não é preciso comprar pacotes e mais pacotes de absorventes”, ressalta a obstetriz.

Tempo de uso

“Os absorventes internos devem ser trocados de quatro em quatro horas e o uso durante a noite não é recomendado. O coletor menstrual pode ser usado por até 12 horas e durante a noite, tornando sua utilização mais versátil e prático para as mulheres”, conta.

Capacidade de armazenamento

“Os absorventes internos apresentam capacidade de conter, em média, 9ml de sangue menstrual. Além disso, devem ser trocados perto de atingir esse limite para não causar nenhum tipo de vazamento. Por outro lado, a capacidade do coletor menstrual é de 30ml, ou seja, mais de três vezes maior. Também impede vazamentos, já que forma um vácuo no canal vaginal quando inserido”, afirma Mariana.

Saúde íntima

Os absorventes internos são feitos de algodão e, por isso, absorvem todo tipo de líquido. Além do sangue menstrual, grande parte da umidade da região íntima também é absorvida, mesmo que ela seja importante para manter a vagina saudável e segura.

“Sem essa lubrificação, a região vaginal fica ressecada, ocasionando um desequilíbrio da flora e uma maior suscetibilidade a doenças e infecções”, destaca a obstetriz. “Já o coletor, como o próprio nome diz, não absorve, apenas coleta. Isso quer dizer que apenas o sangue menstrual será coletado, não o muco e as secreções naturais. A região vaginal permanecerá lubrificada, o que é bastante benéfico.”

Sustentabilidade

Apenas no Brasil, são descartadas 12.000 toneladas de absorventes todos os meses. Acredite ou não, os absorventes, seja de uso externo ou interno, poluem (e muito) o meio ambiente. “No mundo todo, estima-se que são 2,5 bilhões de mulheres que menstruam. Só com esses números, a gente consegue imaginar a quantidade de lixo gerado a cada ciclo menstrual”, alerta a especialista.

Como o coletor é reutilizável, ele se mostra uma alternativa mais ecologicamente correta. “Devemos começar a questionar coisas bem básicas, como a higiene pessoal, não adianta usar canudo de papel e continuar gerando essa quantidade tão grande de lixo durante a menstruação”, explica a Mariana.

Autoconhecimento

Uma vez que o absorvente interno é descartado imediatamente após o uso, não é possível acompanhar a quantidade de fluxo menstrual ao escolher esse produto. “O coletor, por sua vez, é reutilizável e o cuidado de lavar o compartimento de silicone nos aproxima do sangue menstrual e nos faz descobrir que, ao contrário do que ouvimos, esse sangue não é sujo, mas muito limpo e cheio de vida. Além disso, podemos, através da análise desse sangue, ter um autoconhecimento muito maior em relação ao próprio corpo”, finaliza a obstetriz da Inciclo.

Publicado em 16 de agosto de 2021.

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